segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ao princípio era o um! E do um, fez-se o dois! Do um e do dois, fez-se o três! Do um do dois e do três, fizeram-se os outros números todos!


O que é que aconteceria, se ao princípio não fosse o 1?
Se olharmos para ele apenas pelo que ele é e, se excluirmos todo o nosso conhecimento da existência dos outros números como forma de o analisar em si mesmo, o 1 é um mistério tão grande como a vida.
Sem retirar o bom senso, e dizemos apenas o bom senso, pois nem sequer necessitamos de recorrer à lógica para a análise que se segue, que diríamos nós se o 2 fosse colocado antes do um?
Vejamos a sequência normal:

- 1 – 2 – 3 – 4 - 5 – 6 - Etc...

Coloquemos agora como hipótese, que haveria alguém que trocaria o 1 pelo 2:

- 2 -1

O bom senso nos diz de forma radical, que depois do 1 se encontrará o 2. Se colocarmos agora a sequência em movimento começando pelo 2, teremos :

- 2 – 1 – 2 – 1 – 2

De facto, nesta situação, não temos sequer a noção de movimento linear, apenas um movimento circular que caso coloquemos uma relação entre movimento e pensamento, e para um pensamento que incida sobre a matéria, teremos então um movimento entrópico de desgaste.

É pois com enorme satisfação, que apresentamos um estudo baseado nos últimos avanços científicos de análise social, onde foram colocadas aos portugueses perguntas sobre a presença do mistério na sua vida, com relação ao que não o é.

Inquérito

- No casamento, valoriza mais as condições económicas ou o amor?
Resposta:

Amor - Todos
Condições económicas – 0

- O que é que valoriza mais: - A Pátria ou as finanças do país?
Resposta:

Pátria – Todos
Finanças – 0

- Dá mais importância à economia ou à educação?
Resposta

Educação – Todos
Economia - 0

Fica mais fascinado com o mistério do espaço e tempo, ou com um Ferrari?
Resposta:

Mistério do espaço e tempo - Todos
Ferrari – 0

Prefere consumir ou coleccionar (tornar algo perfeito)?
Resposta:

Coleccionar – Todos
Consumir – 0


Este inquérito é longo e tornar-se-ia massudo o transporte na sua totalidade para este blog. Garantimos porém, que não houve um único português que tivesse preterido a presença do mistério na sua vida, em relação ao que não o é.

Olhando ao nosso redor, somos obrigados a admitir que estamos confusos. Não sabemos qual das frases que escolheremos para definir o real. Se a de Camões nos Lusíadas: - “Eu canto o Peito ilustre lusitano”. - Ou a de Dante no seu Convívio: - “Nos dias de hoje, os homens, comportam-se como crianças”.