O que é que aconteceria, se ao
princípio não fosse o 1?
Se olharmos para ele apenas pelo que
ele é e, se excluirmos todo o nosso conhecimento da existência dos
outros números como forma de o analisar em si mesmo, o 1 é um
mistério tão grande como a vida.
Sem retirar o bom senso, e dizemos
apenas o bom senso, pois nem sequer necessitamos de recorrer à
lógica para a análise que se segue, que diríamos nós se o 2
fosse colocado antes do um?
Vejamos a sequência normal:
- 1 – 2 – 3 – 4 - 5 – 6 -
Etc...
Coloquemos agora como hipótese, que
haveria alguém que trocaria o 1 pelo 2:
- 2 -1
O bom senso nos diz de forma radical,
que depois do 1 se encontrará o 2. Se colocarmos agora a sequência
em movimento começando pelo 2, teremos :
- 2 – 1 – 2 – 1 – 2
De facto, nesta situação, não temos
sequer a noção de movimento linear, apenas um movimento circular
que caso coloquemos uma relação entre movimento e pensamento, e
para um pensamento que incida sobre a matéria, teremos então um
movimento entrópico de desgaste.
É pois com enorme satisfação, que
apresentamos um estudo baseado nos últimos avanços científicos de
análise social, onde foram colocadas aos portugueses perguntas sobre
a presença do mistério na sua vida, com relação ao que não o é.
Inquérito
- No casamento, valoriza mais as
condições económicas ou o amor?
Resposta:
Amor - Todos
Condições económicas – 0
- O que é que valoriza mais: - A
Pátria ou as finanças do país?
Resposta:
Pátria – Todos
Finanças – 0
- Dá mais importância à economia ou
à educação?
Resposta
Educação – Todos
Economia - 0
Fica mais fascinado com o mistério do
espaço e tempo, ou com um Ferrari?
Resposta:
Mistério do espaço e tempo - Todos
Ferrari – 0
Prefere consumir ou coleccionar (tornar
algo perfeito)?
Resposta:
Coleccionar – Todos
Consumir – 0
Este inquérito é longo e tornar-se-ia
massudo o transporte na sua totalidade para este blog. Garantimos
porém, que não houve um único português que tivesse preterido a
presença do mistério na sua vida, em relação ao que não o é.
Olhando ao nosso redor, somos obrigados
a admitir que estamos confusos. Não sabemos qual das frases que
escolheremos para definir o real. Se a de Camões nos Lusíadas: -
“Eu canto o Peito ilustre lusitano”. - Ou a de Dante no
seu Convívio: - “Nos dias de hoje, os homens,
comportam-se como crianças”.

