terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Congeminações sobre o feminino

Era uma vez uma senhora, que tinha como nome: Natércia.
Natércia, vivia na zona mais rica da Quinta da Marinha.
Um dia, ouve alguém bater na sua porta de entrada. Dirige-se a ela e abre a dita.
À sua frente, surge-lhe um homem com aspecto de maltrapilho, cheirando a miséria, tendo como única propriedade digna de registo, uma pala no olho:

Natércia - Que deseja?
Indigente - Senhora! Venho-lhe anunciar que a Graça de Deus, divinamente me presenteou a sua imagem como tudo o que há de bom, belo e verdadeiro no mundo. Que sois a imagem da alma de um homem que a ama e amará até ao fim dos tempos.

Natércia fechou a porta e, continuou na tarefa que estava a levar a cabo antes do evento. Passado algum tempo, tornou-se imortal.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Génese e problemas dos Fiéis do Amor

Vulgarmente, cita-se Aristóteles como o primeiro Fiel do Amor conhecido na história, ou seja, como o primeiro homem, que vive a verdade de Deus na imagem de uma mulher real: - “A mulher sabe, desde logo, que a sua imagem no espelho é ela própria, porque, do ponto de vista feminino, a aparência é a própria verdade de Deus. Procede em relação a essa imagem como um artista procurando compor a suprema forma da beleza. Não nós, homens, para quem Deus é o Oculto. António Telmo – Congeminações de um Pitagórico”.
O próprio Dante, o mais conhecido Fiel do amor da história e que baptizou esta expressão humana, considerava Aristóteles como: - “O Mestre dos que sabem”.

Novos estudos secretos do M.I.T. e da Nasa que de forma ilegal chegaram a nós, provam afinal que tal está longe de ser verdadeiro, pois documentos históricos irrefutáveis, colocam o nobre Rei Hattusil I como antecessor, tendo por sua vez sido perenemente influenciado por Enlil, outro Fiel do Amor, que hoje e, derivado a estes estudos sabemos que não foi um Deus babilónico, mas sim um sapateiro de Uruk, famoso pela feitura de botas alentejanas.

Para além das botas, sabemos ainda que Enlil obteve muitos conhecimentos esotéricos por parte de sua mulher, Zulmira, moça proveniente de Borba, que foi obrigada a sair de sua terra por pertencer á ducentésima sexta geração por parte da mãe do odioso UngaBunga. Este sim, o primeiro Fiel do Amor conhecido na história.
Os estudos revelam-nos pouco de Ungabunga, apenas sabemos que esta figura está presente num grande avanço civilizacional, mais especificamente, uma invenção que mais tarde desembocaria no uso do papel higiénico.

Por muito repugnante que nos pareça hoje – e é -, em tempos idos, na altura em que UgaBumga viveu, os
homens tinham o mau costume, de após a evacuação limpar o ânus com os próprios dejectos.
De alguma forma, esta situação parecia anormal a UngaBunga, após uma longa e aprimorada reflexão, tal como a de um candidato presidencial, sabemos que dirigiu aos seus conterrâneos a sua frase mais célebre: - Mas...?? vocês estão a limpar o cú com merda!?!?
Do pouco que se sabe, temos informação que UngaBunga foi firmemente repreendido por parte da sua tribo, acusado de não respeitar os bons costumes e os deuses. Sabemos também que UngaBunga face à adversidade não desistiu, encetou o primeiro processo de experiência científica conhecida ao homem.
Em demanda pela higiene, efectuou experiências com barbas de milho sem sucesso, com urtigas que misteriosamente abandonou, e embora tivesse sido muito feliz com a cannabis, acabou por optar pela “pata de cavalo” tendo em consideração a rentabilidade.
Derivado a isto, sabemos que UngaBunga foi abandonado, deserdado, excomungado e finalmente expulso da sua tribo.

Tal como no seu início, hoje, embora o homem já não “limpe o cú com merda”, os Fieis do Amor continuam excluídos por afirmarem que não se trata um problema de violência com violência, de finanças com finanças, de economia com economia ETC....

ESTA É A NOSSA HISTÓRIA


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ao princípio era o um! E do um, fez-se o dois! Do um e do dois, fez-se o três! Do um do dois e do três, fizeram-se os outros números todos!


O que é que aconteceria, se ao princípio não fosse o 1?
Se olharmos para ele apenas pelo que ele é e, se excluirmos todo o nosso conhecimento da existência dos outros números como forma de o analisar em si mesmo, o 1 é um mistério tão grande como a vida.
Sem retirar o bom senso, e dizemos apenas o bom senso, pois nem sequer necessitamos de recorrer à lógica para a análise que se segue, que diríamos nós se o 2 fosse colocado antes do um?
Vejamos a sequência normal:

- 1 – 2 – 3 – 4 - 5 – 6 - Etc...

Coloquemos agora como hipótese, que haveria alguém que trocaria o 1 pelo 2:

- 2 -1

O bom senso nos diz de forma radical, que depois do 1 se encontrará o 2. Se colocarmos agora a sequência em movimento começando pelo 2, teremos :

- 2 – 1 – 2 – 1 – 2

De facto, nesta situação, não temos sequer a noção de movimento linear, apenas um movimento circular que caso coloquemos uma relação entre movimento e pensamento, e para um pensamento que incida sobre a matéria, teremos então um movimento entrópico de desgaste.

É pois com enorme satisfação, que apresentamos um estudo baseado nos últimos avanços científicos de análise social, onde foram colocadas aos portugueses perguntas sobre a presença do mistério na sua vida, com relação ao que não o é.

Inquérito

- No casamento, valoriza mais as condições económicas ou o amor?
Resposta:

Amor - Todos
Condições económicas – 0

- O que é que valoriza mais: - A Pátria ou as finanças do país?
Resposta:

Pátria – Todos
Finanças – 0

- Dá mais importância à economia ou à educação?
Resposta

Educação – Todos
Economia - 0

Fica mais fascinado com o mistério do espaço e tempo, ou com um Ferrari?
Resposta:

Mistério do espaço e tempo - Todos
Ferrari – 0

Prefere consumir ou coleccionar (tornar algo perfeito)?
Resposta:

Coleccionar – Todos
Consumir – 0


Este inquérito é longo e tornar-se-ia massudo o transporte na sua totalidade para este blog. Garantimos porém, que não houve um único português que tivesse preterido a presença do mistério na sua vida, em relação ao que não o é.

Olhando ao nosso redor, somos obrigados a admitir que estamos confusos. Não sabemos qual das frases que escolheremos para definir o real. Se a de Camões nos Lusíadas: - “Eu canto o Peito ilustre lusitano”. - Ou a de Dante no seu Convívio: - “Nos dias de hoje, os homens, comportam-se como crianças”.

sábado, 10 de novembro de 2012

Uma tantalina Maldição



Para quem não tenha sofrido essa penosa e pesarosa experiência a que se dá o nome de exclusão, certamente não compreenderá o que se segue.
Dizem os psicólogos e o povo que a solidão mata. Ficará aqui expressa essa tortura que durante anos a fio poucos viveram. Sem sentirem ou sofrerem essa lúgubre e soturna experiência de ausência de pertença, viver numa ilha rodeada por lava, olhar para crianças a brincar alegremente e pensar consigo próprio: - Mais uns anitos, e odiar-me-ão.
Não compreenderá também o leitor o superno peso do silêncio. Querer falar o que nos vai na alma e não poder. Impedidos eternamente de dar opiniões em fóruns televisivos. Ser entrevistados por jornalistas que se interessam por aquilo que dizemos e, para alegre companhia... apenas Sartre.
Retratámos pois, o que durante anos a fio e até hoje sofremos. E qual o motivo desta sórdida maldição? ADORAMOS TODOS OS PRIMEIROS MINISTROS QUE PORTUGAL JÁ TEVE!!!!!!!
Quando dizemos todos, reafirmamos: - TODOS!
Contam-nos que, quando ainda crianças, éramos os primeiros a correr para a sala de forma a ouvir as conversas em família do professor Marcelo Caetano, e..., riamos..., riamos em júbilo como possuídos por Agápe, cada palavra era como um raio de sol em noite tenebrosa, cada frase... como a verbalização da divina Lúcifer. Meu Deus! Mas que irradiante era a sua simpatia! Simpatia essa aliás, apanágio dos doutíssimos professores de Direito.
Mas de todos, como não poderia deixar de ser, essa goliárdica figura que foi Sebastião José encontra aquele lugar de terno homizio em nosso coração.
Mas que homem! Ao ter abençoado a nação com a argêntea e sublime mesclação do liberalismo inglês, o absolutismo austríaco e com aquela pitada do melhor que a Santa Inquisição possuía, arvorou em aurialegria a mais bela, sincera e imperscrutável ideologia conhecida à santa Pátria.

É pois com sincera e perene consternação, que lemos e ouvimos por parte desses pedantes de loquaz jaez a que se dá o nome de filósofos, canalha esta, de cogitação em fátua porcela, que procede apenas na vida, nessa ignominiosa demanda pela verdade, tantas palavras sob o signo do fel e da maledicência. Que Deus lhes perdoe!
Acabando com a educação no País, colocando o pérfido grego a ruar, digno do grande Alexandre, Sebastião José deixou fluir com cândida ternura o maior acto de amor conhecido na nossa excelsa e longa história.
Diz o povo, que atrás de um grande homem existe sempre uma grande mulher. Para Dante, existiu Beatriz. Para o genial Camões, existiu Natércia. Para o Grandioso Sebastião José, existiu Dª Hortense.
Poucos estudos sérios e científicos foram efectuados sobre esta delicada e sapiente musa. Sabe-se no entanto, que era uma senhora de lenhoso e superior intelecto, pertencente a um circulo privado do santo Marquês, pois seguindo os últimos métodos científicos de perscrutação histórica, confirmou-se que era sua manicure.
Dotada de douta e acurada Sophia, lidando com homem de divina inteligência, foi fácil esse sonial matrimónio intelectual que inferiu na necessidade de trocar o néscio energúmeno de Estagira, pelo sagaz e abençoado António Genovesi. Pois contrariamente ao fútil e vanglorioso grego, António, era uma alma doce, caridosa e, um bom filho que dava muita atenção à sua mãe.
Afirmamos aqui e agora, que só um homem de everestina estatura, teria a titanica ideia de substituir a perversa educação, pela heróica instrução e por insignes valores tão altos como os acima referidos.
Recordamos também, que devido à nossa sincera simpatia e amizade pelos Primeiros Ministros portugueses, só à poucos anos conseguimos ultrapassar um trauma juvenil. Trauma este, despoletado pelo chumbo parlamentar ao governo de Nóbrega da Costa. Que Pena! Eles eram tão simpáticos.

Durante anos e anos, em estado de agónica sobrevivência, indagámos-nos vezes sem conta do porquê desta doce e suave paixão mas que tanto nos atormentava socialmente.
Foi então que à uns anos atrás, quando os nossos amigos americanos decidiram fazer um pacote de grandiosos filmes sobre o período clássico – Helena de Troia, Troia, Os 300, Etc.. -, que num momento de plena epifania obtivemos a resposta.
Numa semi-onírica cena de um destes filmes, apareceu-nos a ilustre e virtuosa figura de Agamémnon, sentado em cima de seu peliniveo cavalo, com seu saliente, magnífico e majestático porte, vestido com uma túnica de um nobre azulão - cor esta aliás, muito apreciada no segundo milénio antes de Cristo -, olhando imperialmente para extensão do areal onde formigavam os milhares de homens de seu exército.
Foi aí! Nesse momento! Como num segundo e acelerado filme, em indescritível afã intelectual, que colámos todas as figuras dos nossos excelsos Primeiros Ministros, àquela imagem do fantástico Agamémnon.
Um a um, vimos-los e ouvimos-los a falar com os marciais generais que os circundavam, interrogando: 

Ó... ó moçada... i... isto sou eu... ou... ou aquele cavalo é demasiado grande????????????

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Espírito? Um, dois e três! Agora somos orientais!



Isto assim assim não pode continuar! Um homem tem as suas necessidades espirituais, caramba!
Retirando a “bruxa da tusa”, e como dizem os brasileiros, andamos todos no mato sem cachorro.
Uma coisa é certa! O que é nosso... não nos serve! Não venham pois com as histórias de Camões, Pessoa, Vieira, L. Coimbra, Pascoaes, A. da Silva, Etc..., simplesmente não colhe. Tudo gente  impérvia, que escreve de maneira esquisita e misteriosa, isto para além desse facto de esquálido despudor, de nenhum deles ter sido iniciado nos mistérios dos 2200 TDI. Muita lógica, política e realidade. Mas no que diz respeito a lógicas, políticas e realidades... nem vê-las!
O Cristianismo e o Europeísmo também não, e nem nos alongamos com estes! Pai, filho e Espírito Santo ou 3%, já era! Tudo o que tenha três, está excluído.
Maçonaria? Nem por sombras! Não nos podemos esquecer do dia em que lhes batemos à porta, e da displicente e taciturna nomenclatura que usaram para nos dizerem que não queriam dominar o mundo.
Isto, para além da arminha e semi-recôndita maneira como nos tentaram fazer compreender, que iria ser um tanto difícil apelidar quem escreve de, “Sua Magestade Druídica”. Sinistro! Não é?

Desde à três semanas, que nos colocámos à margem de todo este deserto espiritual. Após uma estadia de duas horas nos amenos e luxuriantes jardins da Gulbenkian, ficámos convencidos e doutrinados. O YOGA, fará parte de nós, nesta parca mas fulgurante viagem a que chamamos vida!
Confessamos porém, que de início, por motivos que ainda hoje nos ultrapassam, achámos o YOGA um pouco duro. Especialmente, quando sentimos e ouvimos todos os músculos e ossos do nosso corpo em uníssono, cantarem essas duas canções tão distintas que são, o “Rockaway Beach” e o “Rock & Roll High School” dos Ramones. Mas, heroicamente, sem nos deixarmos derrubar pela adversidade, rapidamente colocámos a função física do YOGA de lado, optando na mais pura e profunda liberdade, apenas pela sua função ultra espiritual.
Desde então, por períodos de dez horas diárias, temos-nos dirigido para o Cabo da Roca. Onde em imaterial convalescença e purificação, temos permanecido em silêncio e imóveis, nessa plena e onírica verbalização com o divino. Sem nos esquecer-mos no entanto, de amarrar uma forte corda à volta da nossa perna e a um calhau, pois contrariamente a Francisco de Sales e João da Cruz, não somos gente para ser apanhada desprevenida.  
É verdade que a santa iluminação ainda não chegou.
Levaremos hoje pela primeira vez, umas boas e revigorantes bostas de vaca para nos colocar-mos em cima delas. Tendo também já acertado contas com Dª Emília, personagem que a partir de hoje, nos regará duas vezes por dia.

É AGORA!!!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Poder político em Portugal

Alguém que nos é muito querido, à mais ou menos trinta anos atrás narrou-nos a seguinte história.
Zeca
Algures no princípio dos anos 50 do século passado, quando a rapaziada à semelhança de hoje iam brincar para casa uns dos outros, muitas vezes também almoçando em casa de um destes seus companheiros de brincadeira, este nosso conhecido na altura  tinha um amigo cujo o nome de seu Pai era Carlos.
Quando a pequenada ficava para almoçar em casa deste rapaz e, nesse mesmo almoço a canja servia de entrada à refeição, a mãe, mulher seguidora dos mitos e crenças de sua época, com prosélito empenho no seu papel sagrado como esposa, mal colocava a terrina em cima da mesa proferia a seguinte frase: - Vá meninos! Os miúdos são para o Carlos.







segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Contrata-se

E se os portugueses em lugar de eleger os seus líderes, os contratassem? Bolas!!!! O único que nos vem à cabeça já está morto. O "Crazy Horse" foi um dos líderes mais corajosos que humanidade já conheceu. Cobardia, era uma palavra que ele desconhecia. Foi um dos maiores combatentes pela liberdade. Para além disto, os agricultores portugueses iriam adorá-lo, pois nunca haveria falta de chuva. Bolas!!!!!!