Para quem não tenha
sofrido essa penosa e pesarosa experiência a que se dá o nome de
exclusão, certamente não compreenderá o que se segue.
Dizem os psicólogos e o
povo que a solidão mata. Ficará aqui expressa
essa tortura que durante anos a fio poucos viveram. Sem sentirem ou
sofrerem essa lúgubre e soturna experiência de ausência de
pertença, viver numa ilha rodeada por lava, olhar para crianças
a brincar alegremente e pensar consigo próprio: - Mais uns
anitos, e odiar-me-ão.
Não compreenderá também
o leitor o superno peso do silêncio. Querer falar o que nos vai na
alma e não poder. Impedidos eternamente de dar opiniões em fóruns
televisivos. Ser entrevistados por jornalistas que se interessam por
aquilo que dizemos e, para alegre companhia... apenas Sartre.Retratámos pois, o que durante anos a fio e até hoje sofremos. E qual o motivo desta sórdida maldição? ADORAMOS TODOS OS PRIMEIROS MINISTROS QUE PORTUGAL JÁ TEVE!!!!!!!
Contam-nos que, quando
ainda crianças, éramos os primeiros a correr para a sala de forma a
ouvir as conversas em família do professor Marcelo Caetano, e...,
riamos..., riamos em júbilo como possuídos por Agápe, cada palavra
era como um raio de sol em noite tenebrosa, cada frase... como a
verbalização da divina Lúcifer. Meu Deus! Mas que irradiante era a
sua simpatia! Simpatia essa aliás, apanágio dos doutíssimos
professores de Direito.
Mas de todos, como não
poderia deixar de ser, essa goliárdica figura que foi Sebastião
José encontra aquele lugar de terno homizio em nosso coração.
Mas que homem! Ao ter
abençoado a nação com a argêntea e sublime mesclação do
liberalismo inglês, o absolutismo austríaco e com aquela pitada do
melhor que a Santa Inquisição possuía, arvorou em aurialegria a
mais bela, sincera e imperscrutável ideologia conhecida à santa
Pátria.
É pois com sincera e perene consternação, que lemos e ouvimos por parte desses pedantes de loquaz jaez a que se dá o nome de filósofos, canalha esta, de cogitação em fátua porcela, que procede apenas na vida, nessa ignominiosa demanda pela verdade, tantas palavras sob o signo do fel e da maledicência. Que Deus lhes perdoe!
Acabando com a educação
no País, colocando o pérfido grego a ruar, digno do grande
Alexandre, Sebastião José deixou fluir com cândida ternura o maior
acto de amor conhecido na nossa excelsa e longa história.
Diz o povo, que atrás de
um grande homem existe sempre uma grande mulher. Para Dante, existiu
Beatriz. Para o genial Camões, existiu Natércia. Para o Grandioso
Sebastião José, existiu Dª Hortense.
Poucos estudos sérios e
científicos foram efectuados sobre esta delicada e sapiente musa.
Sabe-se no entanto, que era uma senhora de lenhoso e superior
intelecto, pertencente a um circulo privado do santo Marquês, pois
seguindo os últimos métodos científicos de perscrutação
histórica, confirmou-se que era sua manicure.
Dotada de douta e acurada
Sophia, lidando com homem de divina inteligência, foi fácil esse
sonial matrimónio intelectual que inferiu na necessidade de trocar
o néscio energúmeno de Estagira, pelo sagaz e abençoado António
Genovesi. Pois contrariamente ao fútil e vanglorioso grego, António,
era uma alma doce, caridosa e, um bom filho que dava muita atenção
à sua mãe.
Afirmamos aqui e agora,
que só um homem de everestina estatura, teria a titanica ideia de
substituir a perversa educação, pela heróica instrução e por
insignes valores tão altos como os acima referidos.
Recordamos também, que
devido à nossa sincera simpatia e amizade pelos Primeiros Ministros
portugueses, só à poucos anos conseguimos ultrapassar um trauma
juvenil. Trauma este, despoletado pelo chumbo parlamentar ao governo
de Nóbrega da Costa. Que Pena! Eles eram tão simpáticos.
Durante anos e anos, em
estado de agónica sobrevivência, indagámos-nos vezes sem conta do
porquê desta doce e suave paixão mas que tanto nos atormentava
socialmente.
Foi então que à uns
anos atrás, quando os nossos amigos americanos decidiram fazer um
pacote de grandiosos filmes sobre o período clássico – Helena de
Troia, Troia, Os 300, Etc.. -, que num momento de plena epifania
obtivemos a resposta.
Numa semi-onírica cena
de um destes filmes, apareceu-nos a ilustre e virtuosa figura de
Agamémnon, sentado em cima de seu peliniveo cavalo, com seu
saliente, magnífico e majestático porte, vestido com uma túnica de
um nobre azulão - cor esta aliás, muito apreciada no segundo milénio antes de
Cristo -, olhando imperialmente para extensão do areal onde formigavam
os milhares de homens de seu exército.
Foi aí! Nesse momento!
Como num segundo e acelerado filme, em indescritível afã
intelectual, que colámos todas as figuras dos nossos excelsos Primeiros
Ministros, àquela imagem do fantástico Agamémnon.
Um a um, vimos-los e ouvimos-los a falar com os marciais generais que os circundavam, interrogando:
Um a um, vimos-los e ouvimos-los a falar com os marciais generais que os circundavam, interrogando:
Ó... ó moçada...
i... isto sou eu... ou... ou aquele cavalo é demasiado grande????????????


Sem comentários:
Enviar um comentário