quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Espírito? Um, dois e três! Agora somos orientais!



Isto assim assim não pode continuar! Um homem tem as suas necessidades espirituais, caramba!
Retirando a “bruxa da tusa”, e como dizem os brasileiros, andamos todos no mato sem cachorro.
Uma coisa é certa! O que é nosso... não nos serve! Não venham pois com as histórias de Camões, Pessoa, Vieira, L. Coimbra, Pascoaes, A. da Silva, Etc..., simplesmente não colhe. Tudo gente  impérvia, que escreve de maneira esquisita e misteriosa, isto para além desse facto de esquálido despudor, de nenhum deles ter sido iniciado nos mistérios dos 2200 TDI. Muita lógica, política e realidade. Mas no que diz respeito a lógicas, políticas e realidades... nem vê-las!
O Cristianismo e o Europeísmo também não, e nem nos alongamos com estes! Pai, filho e Espírito Santo ou 3%, já era! Tudo o que tenha três, está excluído.
Maçonaria? Nem por sombras! Não nos podemos esquecer do dia em que lhes batemos à porta, e da displicente e taciturna nomenclatura que usaram para nos dizerem que não queriam dominar o mundo.
Isto, para além da arminha e semi-recôndita maneira como nos tentaram fazer compreender, que iria ser um tanto difícil apelidar quem escreve de, “Sua Magestade Druídica”. Sinistro! Não é?

Desde à três semanas, que nos colocámos à margem de todo este deserto espiritual. Após uma estadia de duas horas nos amenos e luxuriantes jardins da Gulbenkian, ficámos convencidos e doutrinados. O YOGA, fará parte de nós, nesta parca mas fulgurante viagem a que chamamos vida!
Confessamos porém, que de início, por motivos que ainda hoje nos ultrapassam, achámos o YOGA um pouco duro. Especialmente, quando sentimos e ouvimos todos os músculos e ossos do nosso corpo em uníssono, cantarem essas duas canções tão distintas que são, o “Rockaway Beach” e o “Rock & Roll High School” dos Ramones. Mas, heroicamente, sem nos deixarmos derrubar pela adversidade, rapidamente colocámos a função física do YOGA de lado, optando na mais pura e profunda liberdade, apenas pela sua função ultra espiritual.
Desde então, por períodos de dez horas diárias, temos-nos dirigido para o Cabo da Roca. Onde em imaterial convalescença e purificação, temos permanecido em silêncio e imóveis, nessa plena e onírica verbalização com o divino. Sem nos esquecer-mos no entanto, de amarrar uma forte corda à volta da nossa perna e a um calhau, pois contrariamente a Francisco de Sales e João da Cruz, não somos gente para ser apanhada desprevenida.  
É verdade que a santa iluminação ainda não chegou.
Levaremos hoje pela primeira vez, umas boas e revigorantes bostas de vaca para nos colocar-mos em cima delas. Tendo também já acertado contas com Dª Emília, personagem que a partir de hoje, nos regará duas vezes por dia.

É AGORA!!!!

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