Isto assim assim não
pode continuar! Um homem tem as suas necessidades espirituais,
caramba!
Retirando a “bruxa da tusa”, e como dizem os brasileiros, andamos todos no mato sem cachorro.
Retirando a “bruxa da tusa”, e como dizem os brasileiros, andamos todos no mato sem cachorro.
Uma coisa é certa! O que
é nosso... não nos serve! Não venham pois com as histórias de
Camões, Pessoa, Vieira, L. Coimbra, Pascoaes, A. da Silva, Etc...,
simplesmente não colhe. Tudo gente
impérvia, que escreve de maneira
esquisita e misteriosa, isto para além desse facto de esquálido
despudor, de nenhum deles ter sido iniciado nos mistérios dos 2200
TDI. Muita lógica, política e realidade. Mas no que diz respeito a
lógicas, políticas e realidades... nem vê-las!
O Cristianismo e o
Europeísmo também não, e nem nos alongamos com estes! Pai, filho e Espírito Santo ou 3%, já era! Tudo o que tenha três, está
excluído.
Maçonaria? Nem por
sombras! Não nos podemos esquecer do dia em que lhes batemos à
porta, e da displicente e taciturna nomenclatura que usaram para nos
dizerem que não queriam dominar o mundo.
Isto, para além da
arminha e semi-recôndita maneira como nos tentaram fazer
compreender, que iria ser um tanto difícil apelidar quem escreve de,
“Sua Magestade Druídica”. Sinistro! Não é?
Desde à três semanas,
que nos colocámos à margem de todo este deserto espiritual. Após
uma estadia de duas horas nos amenos e luxuriantes jardins da
Gulbenkian, ficámos convencidos e doutrinados. O YOGA, fará parte
de nós, nesta parca mas fulgurante viagem a que chamamos vida!
Confessamos porém, que
de início, por motivos que ainda hoje nos ultrapassam, achámos o
YOGA um pouco duro. Especialmente, quando sentimos e ouvimos todos os
músculos e ossos do nosso corpo em uníssono, cantarem essas duas
canções tão distintas que são, o “Rockaway Beach” e o
“Rock & Roll High School” dos Ramones. Mas,
heroicamente, sem nos deixarmos derrubar pela adversidade,
rapidamente colocámos a função física do YOGA de lado, optando na
mais pura e profunda liberdade, apenas pela sua função ultra
espiritual.
Desde então, por
períodos de dez horas diárias, temos-nos dirigido para o Cabo da
Roca. Onde em imaterial convalescença e purificação, temos
permanecido em silêncio e imóveis, nessa plena e onírica
verbalização com o divino. Sem nos esquecer-mos no entanto, de
amarrar uma forte corda à volta da nossa perna e a um calhau, pois
contrariamente a Francisco de Sales e João da Cruz, não somos gente
para ser apanhada desprevenida.
É verdade que a santa
iluminação ainda não chegou.
Levaremos hoje pela
primeira vez, umas boas e revigorantes bostas de vaca para nos
colocar-mos em cima delas. Tendo também já acertado contas com Dª
Emília, personagem que a partir de hoje, nos regará duas vezes por
dia.
É AGORA!!!!

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