Um dia, Lusitânia, após se ter banhado nas puras e cristalinas águas do Lima, enquanto recebia a graça de Hélio, grandioso e magnífico rei dos astros, sentiu uma ligeira sensação de prisão muscular numa das suas belíssimas e bem torneadas pernas. Esticou a perna … e a sensação passou.

António Ferreira do Amaral, no seu ensaio histórico Os Filhos de Caim, fala-nos de povos que caminharam sobre o solo da sagrada Lusitânia no segundo milénio antes de Cristo. Seus nomes eram: Concanes, Tapúrios, Túrdulos e Cinetes. Sabemos também, que após estes, pela Lusitânia, caminharam celtas, celtiberos, romanos, alanos, suevos, vândalos, visigodos, islâmicos, portugueses, inquisidores, burgueses, republicanos, monárquicos e camaradas. Todos estes trouxeram mitos e crenças que enriqueceram e empobreceram Lusitânia.
Hoje, temos comunistas, bloquistas, socialistas, liberais, esquerdistas modernos, populares, sociais democratas, globalizadores, verdes, banqueiros, federalistas, nacionalistas, americanistas, europeístas e um extraordinário número de covardes.
Amanhã... já cá não estará nenhum.
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